sexta-feira, 25 de setembro de 2015

LEI OU GRAÇA?






LEI E GRAÇA: UMA VISÃO REFORMADA

Mauro Fernando Meister*

É quase um paradigma para os cristãos modernos associar o Antigo Testamento à Lei e o Novo Testamento à Graça. Em várias oportunidades propus a estudantes de seminário e na escola dominical estabelecer o relacionamento entre os termos e, invariavelmente, a resposta tem sido a seguinte relação:

LEI          —   Antigo Testamento
GRAÇA    —   Novo Testamento
I. ESTAMOS SOB A LEI OU SOB A GRAÇA?
Esse questionamento reflete um entendimento confuso do ensino bíblico acerca da lei e da graça de Deus. Muitos associam a lei como um elemento pertencente exclusivamente ao período do Antigo Testamento e a graça como um elemento neotestamentário. Isso é muitas vezes o fruto do estudo apressado de textos como:
...sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado (Gálatas 2.16).
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça (Romanos 6.14).
E, de fato, uma leitura isolada dos textos acima pode levar o leitor a entender lei e graça como um binômio de oposição. Lei e graça parecem opostos, sem reconciliação — o cristão está debaixo da graça e conseqüentemente não tem qualquer relação com a lei. No entanto, essa leitura é falaciosa. O entendimento isolado desses versos leva a uma antiga heresia chamada antinomismo, a negação da lei em função da graça. Nessa visão, a lei não tem qualquer papel a exercer sobre a vida do cristão. O coração do cristão torna-se o seu guia e a lei se torna dispensável.1 O oposto dessa posição é o legalismo ou moralismo, que é a tendência de enfatizar a lei em detrimento da graça (neonomismo). Nesse caso, a obediência não é um fruto da graça de Deus, uma evidência da fé, mas uma tentativa de agradar a Deus e de se adquirir mérito diante dele. Exatamente contra essa idéia é que a Reforma Protestante lutou, apresentando como uma de suas principais ênfases a sola gratia.
No século XVI, os católicos acusavam os reformadores de antinomistas, de serem contrários à lei de Deus. Até mesmo o grande reformador Martinho Lutero expressou preocupação quanto a alguns de seus seguidores que, em seu zelo de proclamar a graça por tanto tempo desprezada pela Igreja, acabavam por desprezar a Lei. Desde a reforma têm aparecido movimentos enfatizando um ou outro desses aspectos, lei ou graça, sempre de forma excludente. Um dos mais recentes movimentos nessa linha, enfatizando a graça em detrimento da lei, é o dispensacionalismo. Essa forma de abordagem surgiu no século XIX, caracterizando a lei como a forma de salvação no período mosaico e o evangelho como a forma de salvação na dispensação da igreja. Esse é, possivelmente, o movimento que mais influência exerce atualmente na interpretação do papel da lei e da graça entre os evangélicos ao redor do mundo.
Em uma direção oposta, outro grande movimento foi iniciado por Karl Barth, em seu livro God, Grace and Gospel, onde argüi por uma unidade básica entre lei e graça, direcionando seu pensamento para um novo moralismo.2 Para termos uma boa idéia de como o debate ainda é atual, em 1993 foi publicado o livro Five Views on Law and Gospel, da coleção Counterpoints, no qual cinco escritores evangélicos contemporâneos expressam diferentes pontos de vista sobre a relação entre a lei e o evangelho (graça).3 Sem sombra de dúvida, o assunto ainda está muito longe de apresentar um consenso entre os evangélicos.
As implicações da forma como entendemos a relação entre lei e graça vão muito além do aspecto puramente intelectual. Esse entendimento vai, na verdade, determinar toda a forma como alguém enxerga a vida cristã e que tipo de ética esse cristão irá assumir em sua caminhada. John Hesselink, um estudioso sobre a relação entre lei e graça, exemplifica que, na década de 1960, os cristãos proponentes da ética situacionista se levantaram contra leis, regras e princípios gerais, propondo uma nova moralidade.4 Esse movimento propõe que a ética das Escrituras não é absoluta, mas depende do contexto. Nem mesmo a lei moral de Deus é absoluta; ela depende da situação. Essa proposta surgiu e se desenvolveu dentro do cristianismo tradicional, alcançando seguidores de todas as bandeiras denominacionais, praticamente sem restrições. A lei não tem mais qualquer papel determinante na ética cristã; o que determina a ética cristã é o “princípio do amor,” conclui o movimento. A conseqüência dessa conclusão é que a graça suplanta a lei. As decisões éticas devem ser tomadas levando em consideração o princípio do amor. Tome-se por exemplo a questão do aborto no caso de estupro. Aprová-lo nessas circunstâncias é um ato de amor baseado no princípio do amor à mãe que foi estuprada. Ou mesmo a questão da pena de morte. Ela não se encaixa no princípio do amor ao próximo e, portanto, não pode ser uma prática cristã. Até mesmo situações como o divórcio passam a ser aceitáveis pelo princípio do amor. A separação de casais passa a ser aceitável pelo mesmo princípio. O mesmo acontece com o homossexualismo. Aceitar o homossexualismo passa a ser um ato de amor, e portanto, essa prática não pode ser considerada como pecado, ou, se assim considerada, é um pecado aceitável.
Mas seria essa a verdadeira conclusão do cristianismo e o verdadeiro ensino das Escrituras sobre a lei? É isso que o estudo das Escrituras e o cristianismo histórico nos ensinam? Nas páginas a seguir avaliaremos o pensamento de Calvino a respeito dessa questão e a aplicação calvinista refletida na Confissão de Fé de Westminster (CFW).
II. O USO DA LEI
Para entendermos bem o uso da lei precisamos entender o que são o pacto das obras e o pacto da graça. Assim, é prudente começarmos por esclarecer o que são esses pactos e qual o conceito de lei que está envolvido na questão.
Pacto das Obras e Pacto da Graça5 é a terminologia usada pela Confissão de Fé de Westminster6 para explicar a forma de relacionamento adotada por Deus para com as suas criaturas, os seres humanos. Mais do que isso, essa terminologia reflete o sistema teológico adotado pelos reformados, conhecido como teologia federal.7 De forma bem resumida, podemos dizer que o pacto das obras é o pacto operante antes da queda e do pecado. Adão e Eva viveram originalmente debaixo desse pacto e sua vida dependia da sua obediência à lei dada por Deus de forma direta em Gênesis 2.17 — não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.8 Adão e Eva descumpriram a sua obrigação, desobedeceram a lei e incorreram na maldição do pacto das obras, a morte.
O pacto da graça é a manifestação graciosa e misericordiosa de Deus, aplicando a maldição do pacto das obras à pessoa de seu Filho, Jesus Cristo, fazendo com que parte da sua criação, primeiramente representada em Adão, e agora representada por Cristo, pudesse ser redimida. Porém, a lei antes da queda não se resume à ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A lei não deve ser reduzida a um aspecto somente. Existem outras leis, implícitas e explícitas, no texto bíblico. Por exemplo, a descrição das bênçãos em Gênesis 1.28 aparece nos imperativos sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e dominai. Esses imperativos foram ordens claras do Criador a Adão e sua esposa e, por conseguinte, eram leis. O relacionamento de Adão com o Criador estava vinculado à obediência, a qual ele era capaz de exercer e assim cumprir o papel para o qual fora criado. No entanto, o relacionamento de Adão com Deus não se limitava à obediência. Esse relacionamento, acompanhado de obediência, deveria expandir-se de maneira que nele o Deus criador fosse glorificado e o ser humano pudesse ter plena alegria em servi-lo. A Confissão de Fé nos fala da lei de Deus gravada no coração do homem (CFW 4.2). Essa lei gravada no coração do ser humano reflete o tipo de intimidade reservada por Deus para as suas criaturas.
Nesse contexto podemos perceber que a lei tinha um papel orientador para o ser humano. Para que o seu relacionamento com o Criador se mantivesse, o homem deveria ser obediente e assim cumprir o seu papel. A obediência estava associada à manutenção da bênção pactual. A não obediência estava associada à retirada da bênção e à aplicação da maldição. A lei, portanto, tinha uma função orientadora. O ser humano, desde o princípio, conheceu os propósitos de Deus através da lei. Tendo quebrado a lei, ele tornou-se réu da mesma e recebeu a clara condenação proclamada pelo Criador: a morte.
O que acontece com essa lei depois da queda e da desobediência? Ela tem o mesmo papel? Ela possui diferentes categorias? Por que Deus continuou a revelar a sua lei ao ser humano caído?
III. DE QUE LEI ESTAMOS FALANDO?
A revelação da lei de Deus, como expressão objetiva da sua vontade, encontra-se registrada nas Escrituras. Esse registro, que começou nos tempos de Moisés, fala-nos da lei que Deus deu a Adão e também aos seus descendentes. Essa lei foi revelada ao longo do tempo. Dependendo das circunstâncias e da ocasião em que foi dada, possui diferentes aspectos, qualidades ou áreas sobre as quais legisla. Assim, é importante observar o contexto em que cada lei é dada, a quem é dada e qual o seu objetivo manifesto. Só assim poderemos saber a que estamos nos referindo quando falamos de Lei.
A Confissão de Fé, no capítulo 18, divide esses aspectos em lei moral, civil e cerimonial. Cada uma tem um papel e um tempo para sua aplicação:
(a) Lei Civil ou Judicial – representa a legislação dada à sociedade israelita ou à nação de Israel; por exemplo, define os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.
(b) Lei Religiosa ou Cerimonial – representa a legislação levítica do Velho Testamento; por exemplo, prescreve os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.
(c) Lei Moral – representa a vontade de Deus para o ser humano, no que diz respeito ao seu comportamento e aos seus principais deveres.
A. Toda a Lei é aplicável aos nossos dias?
Quanto à aplicação da Lei, devemos exercitar a seguinte compreensão:
(a) A Lei Civil tinha a finalidade de regular a sociedade civil do estado teocrático de Israel. Como tal, não é aplicável normativamente em nossa sociedade. Os sabatistas erram ao querer aplicar parte dela, sendo incoerentes, pois não conseguem aplicá-la, nem impingi-la, em sua totalidade.
(b) A Lei Religiosa tinha a finalidade de imprimir nos homens a santidade de Deus e apontar para o Messias, Cristo, fora do qual não há esperança. Como tal, foi cumprida com sua vinda. Os sabatistas erram ao querer aplicar parte da mesma nos dias de hoje e ao mesclá-la com a Lei Civil.
(c) A Lei Moral tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando suas carências e auxiliando-o a discernir entre o bem e o mal. Como tal, é aplicável em todas as épocas e ocasiões. Os sabatistas acertam ao considerá-la válida, porém erram ao confundi-la e ao mesclá-la  com as outras duas, prescrevendo um aplicação confusa e desconexa.9 
Assim sendo, é fundamental que, ao ler o texto bíblico, saibamos identificar a que tipo de lei o texto se refere e conhecer, então, a aplicabilidade dessa lei ao nosso contexto. As leis civis e cerimoniais de Israel não têm um caráter normativo para o povo de Deus em nossos dias, ainda que possam ter outra função como, por exemplo, ensinar-nos princípios gerais sobre a justiça de Deus. Portanto, a lei que permanece “vigente” em nossa e em todas as épocas é a lei moral de Deus. Ela valeu para Adão assim como vale para nós hoje. Isto implica que estamos, hoje, debaixo da lei?
B. Estamos sob a Lei ou sob a Graça de Deus?
Muitas interpretações erradas podem resultar de um entendimento falho das declarações bíblicas de que “não estamos debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6.14). Se considerarmos que os três aspectos da lei de Deus apresentados acima são distinções bíblicas, podemos afirmar:
(a) Não estamos sob a Lei Civil de Israel, mas sob o período da graça de Deus, em que o evangelho atinge todos os povos, raças, tribos e nações.
(b) Não estamos sob a Lei Religiosa de Israel, que apontava para o Messias, foi cumprida em Cristo, e não nos prende sob nenhuma de suas ordenanças cerimoniais, uma vez que estamos sob a graça do evangelho de Cristo, com acesso direto ao trono, pelo seu Santo Espírito, sem a intermediação dos sacerdotes.
(c) Não estamos sob a condenação da Lei Moral de Deus, se fomos resgatados pelo seu sangue, e nos achamos cobertos por sua graça. Não estamos, portanto, sob a lei, mas sob a graça de Deus, nesses sentidos.
Entretanto...
(a) Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela continua representando a soma de nossos deveres e obrigações para com Deus e para com o nosso semelhante.
(b) Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela, resumida nos Dez Mandamentos, representa o caminho traçado por Deus no processo de santificação efetivado pelo Espírito Santo em nossa pessoa (João 14.15). Nos dois últimos aspectos, a própria Lei Moral de Deus é uma expressão de sua graça, representando a revelação objetiva e proposicional de sua vontade.10 
IV. OS TRÊS USOS DA LEI11 
Para esclarecer a função da lei de Deus dada por intermédio de Moisés12 nas diferentes épocas da revelação, Calvino usou a seguinte terminologia:
A. O Primeiro Uso da Lei: Usus Theologicus
É a função da lei que revela e torna ainda maior o pecado humano. Segue o ensino de Paulo em Romanos 3.20 e 5.20:
...visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.13 
Calvino aponta para esse papel da lei diante da realidade do homem caído. Sendo o pecado abundante, vivemos no tempo em que a lei exerce o “ministério da morte” (2 Co 3.7) e, por conseguinte, “opera a ira” (Rm 4.15).
Cabe aqui uma nota sobre a terminologia dos reformadores (especialmente Calvino) a respeito da lei. A palavra lei é usada em pelo menos dois sentidos distintos, que devem ser entendidos a partir do contexto. Em alguns casos o termo lei é usado como um sinônimo de Antigo Testamento, da mesma forma como Evangelho é usado como um sinônimo de Novo Testamento. Em outros contextos o termo lei é usado como uma categoria especial referente ao seu uso como categoria de comando, um mandamento direto expressando a vontade absoluta de Deus sobre alguma coisa, sem promessa. É dessa forma que Calvino interpreta a lei em 2 Co 3.7, Rm 4.15 e 8.15. Nesse sentido, o binômio que se confirma é o binômio Lei x Evangelho. O mandamento que não traz salvação versus a graça salvadora de Deus. Porém, não podemos esquecer que é o próprio Antigo Testamento que nos apresenta a promessa da salvação de Deus, a sua graça operante sobre os crentes da antiga dispensação.
Em Romanos, Paulo aponta para a perfeição da lei, que, se obedecida, seria suficiente para a salvação. Porém, nossa natureza carnal confronta-se com a perfeição da lei, e essa, dada para a vida, torna-se em ocasião de morte. Uma vez que todos são comprovadamente transgressores da lei, ela cumpre a função de revelar a nossa iniqüidade.
Explicando isso, Calvino comenta:
Ainda que o pacto da graça se ache contido na lei, não obstante Paulo o remove de lá; porque ao contrastar o evangelho com a lei, ele leva em consideração somente o que fora peculiar à lei em si mesma, ou seja,ordenança e proibição, refreando assim os transgressores com a ameaça de morte. Ele atribui à lei suas próprias qualificações, mediante as quais ela difere do evangelho. Contudo, pode-se preferir a seguinte afirmação: “Ele só apresenta a lei no sentido em que Deus, nela, se pactua conosco em relação às obras.14 
B. O Segundo Uso da Lei: Usus Civilis
É a função da lei que restringe o pecado humano, ameaçando com punição as faltas contra ela mesma.15 É certo que essa função da lei não opera nenhuma mudança interior no coração humano, fazendo-o justo ou reto ao obedecê-la. A lei opera assim como um freio, refreando “as mãos de uma ação extrema.”16 Portanto, pela lei somente o homem não se torna submisso, mas é coagido pela força da lei que se faz presente na sociedade comum. É exatamente isto que permite aos seres humanos uma convivência social. Vivemos em sociedade para nos proteger uns dos outros. Com o tempo, o homem pode aprender a viver com tranqüilidade por causa da lei de Deus que nos restringe do mal. O homem é capaz, por causa da lei de Deus, de copiá-la para o seu próprio bem. É até mesmo capaz de criar leis que refletem princípios da justiça de Deus. Calvino menciona o texto de 1 Timóteo 1.9-10 para mostrar essa função da lei:
...tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina...
Assim, a lei exerce o papel de coerção para esses transgressores e evita que esse tipo de mal se alastre ainda mais amplamente no seio da sociedade humana. Essa ação inibidora da lei cumpre ainda um outro papel importante no caso dos eleitos não regenerados. Ela serve como um aio, um condutor a Cristo, como diz Paulo em Gálatas 3.24: “...de maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” Dessa forma ela serviu à sociedade judia e serve à sociedade humana como um todo. Da mesma forma essa lei serve ao eleito ainda não regenerado. Ele, antes da manifestação da sua salvação, é ajudado pela lei a não cometer atrocidades, não como uma garantia de que não fará algo terrível, mas como uma ajuda, pelo temor da punição.
C. O Terceiro Uso da Lei
Esse uso da lei só é válido para os cristãos — ensina-os, a cada dia, qual a vontade de Deus.17 Segundo o texto de Jeremias 31.33, a lei de Deus seria escrita na mente e no coração dos crentes:
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Se a lei de Deus está impressa na mente e escrita no coração dos crentes, qual a função da lei escrita por Moisés? Ela é realmente necessária? Não basta um coração convertido, amoroso e cheio de compaixão para conhecer a vontade de Deus? A “lei do amor” e a consciência do cristão orientado pelo Espírito Santo não bastam? Não seria suficiente apenas termos a paz de Cristo como árbitro de nossos corações? (Cl 3.15).
Creio que não é bem assim. A lei, assim como no Éden, tem ainda um papel orientador para os cristãos. Embora eles sejam guiados pelo Espírito de Deus, vivendo e dependendo tão somente da sua maravilhosa graça, a “lei é o melhor instrumento mediante o qual melhor aprendam cada dia, e com certeza maior, qual seja a vontade de Deus, a que aspiram, e se lhes firme na compreensão.”18 A paz de Cristo como o árbitro dos corações só é clara quando conhecemos com clareza a vontade de Deus expressa na sua lei. Deus expressa sua vontade na sua lei e essa se torna um prazer para o crente, não uma obrigação. Calvino exemplifica com a figura do servo que de todo o coração se empenha em servir o seu senhor, mas que, para ainda melhor servi-lo, precisa conhecer e entender mais plenamente aquele a quem serve. Assim, o crente, procurando melhor servir ao seu Senhor empenha-se em conhecer a sua vontade revelada de maneira clara e objetiva na lei.
A lei também serve como exortação para o crente. Ainda que convertidos ao Senhor, resta em nós a fraqueza da carne, que pode ser, no linguajar de Calvino, chicoteada pela lei, não permitindo que estejamos à mercê da inércia da mesma.
Vejamos alguns exemplos do relacionamento entre o crente do Antigo Testamento e o terceiro uso a lei. Primeiramente, podemos observar o prazer do salmista ao falar da lei no Salmo 19.7-14:
A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.
O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente justos.
São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa.
Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.
Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.
As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu.
Que princípio de morte opera nessa lei, segundo o salmista? Nenhum. Para o regenerado, o crente no Senhor, a lei é prazer, é desejável, inculca temor, restaura a alma e lhe dá sabedoria. Isso de alguma forma parece contradizer os ensinos do Novo Testamento. O terceiro uso da lei é claro para o salmista. A lei em si não faz nenhuma dessa coisas, mas para o coração regenerado ela traz prazer e alegria. Na lei o salmista reconhece a sua rocha, o seu redentor, Jesus Cristo: “rocha minha e redentor meu.”
Observe também o Salmo 119.1-20:
Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR.
Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniqüidade e andam nos seus caminhos.
Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca.
Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos.
Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos.
Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos.
Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais.
De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.
De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos.
Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.
Bendito és tu, SENHOR; ensina-me os teus preceitos.
Com os lábios tenho narrado todos os juízos da tua boca.
Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas.
Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito.
Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra.
Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra.
Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.
Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos.
De onde vem esse desejo do salmista pelos juízos de Deus? Da lei que opera sobre o homem natural? Certamente que não. Mas para o homem regenerado a lei de Deus se torna objeto de desejo da alma. A lei é maravilhosa para aquele que tem os olhos abertos pelo Senhor. Amar a lei de Deus é ensino claro das Escrituras para os regenerados. Viver na lei de Deus é bênção para o cristão, para o salvo. Ela é o nosso orientador para melhor conhecermos a vontade do nosso Senhor e assim melhor servi-lo. Observe que o viver segundo a lei de Deus é considerado uma bem-aventurança, é como ter fome e sede de justiça.
Pergunto: O que seria do cristão sem a lei para orientá-lo? Como conheceria ele a vontade de Deus? (essa, aliás, é uma das perguntas mais freqüentes entre os crentes no seu dia-a-dia). Ele seria um perdido, buscando respostas em seu próprio coração, na igreja, no consenso eclesiástico, na autoridade de alguém que considerasse superior. Mas o crente tem a lei de Deus, expressando objetivamente qual é o desejo do Criador para a criatura, qual o desejo do Pai para seus filhos.
Mas essa visão da lei não nos traz de volta ao legalismo? Estamos então novamente debaixo da lei? Certamente que não. Para bem entendermos a posição bíblica expressa por Calvino sobre a lei no pacto da graça, precisamos entender também como ele relaciona Cristo e a Lei.
V. CRISTO E A LEI
Precisamos entender que Cristo satisfez e cumpriu a lei de forma plena e completa. Ele não veio revogar a lei. Façamos uma breve análise de Mateus 5.17-19:
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.
Alguns pontos interessantes são demonstrados por Jesus nessa passagem:
(a) Ele veio cumprir a lei e não revogá-la.
(b) A lei seria cumprida totalmente, em todas as suas exigências e em todas as suas modalidades (moral, cerimonial e civil) enquanto houvesse sentido em fazê-lo.
(c) Aquele que viola a lei pode chegar ao Reino dos Céus! (“aquele que violar...será considerado mínimo no reino dos céus.”) O sermão do monte é um sermão para crentes e o texto pode ser entendido dessa forma.
(d) Aquele que cumpre a lei será considerado grande no Reino dos Céus.

Como entender essas conclusões de Jesus com respeito a si mesmo e à Lei?
(a) Ele veio cumprir a lei e de fato a cumpriu em todas as suas dimensões: cerimonial, civil e moral. Não houve qualquer aspecto da lei para o qual Cristo não pudesse atentar e cumprir. Cristo cumpriu a lei de forma perfeita, sendo obediente até a própria morte. Ele tomou sobre si a maldição da lei. Ele se torna o fundamento da justificação para o eleito.
(b) Ele não só cumpriu a lei perfeitamente, mas também interpretou a lei de forma perfeita, permitindo aos que comprou na cruz, entendê-la de forma mais completa, mais abrangente.
(c) Os que nele crêem agora também podem cumprir os aspectos necessários da lei para uma vida santa. No entanto, esses que por ele são salvos não são mais dependentes da lei para a sua salvação. Por isso há uma diferença clara entre os que chegam ao             Reino dos Céus: alguns serão considerados maiores do que     outros.
(d) Cristo, ao cumprir a lei, ab-roga a maldição da lei, mas não a sua magisterialidade.19 A lei continua com o seu papel de ensinar ao ser humano a vontade de Deus. A ab-rogação da maldição da lei é aquilo a que Paulo se refere em textos como Rm 6.14 e Gl 2.16 — estamos debaixo da graça! A lei continua no seu papel de nos    ensinar, pela obra do Espírito Santo. Não somos mais condenados    pela lei nem servos da mesma. A lei, por expressar a vontade de         Deus, se nos torna um prazer.
Johnson resume o material sobre Cristo e a lei no pensamento de Calvino da seguinte forma:
O ponto principal, claro, é que Cristo cumpriu a lei em todos os aspectos, seja no vivê-la, no submeter-se à maldição da lei para satisfazer a sua exigência de punição dos transgressores, ou restabelecendo sobre outras bases a possibilidade de cumprir aquilo que a lei requer. Cristo, em outras palavras, satisfez tudo o que a lei exigiu ou pode vir a exigir da humanidade. A justificação que estava associada à lei agora pertence completamente a Cristo.20 
Portanto, nossa obediência à lei não acontece e não pode acontecer sem Cristo. Tentar viver debaixo da lei, sem Cristo, é submeter-se à escravidão. Porém, obedecer à lei com Cristo é prazer e vida. Também, nesse sentido, Cristo é o fim da lei!
CONCLUSÃO
Como fica o aparente paradoxo inicial entre a Lei e Graça? Como corrigir essa visão distorcida? Mais uma vez creio que a visão correta da Confissão de Fé pode nos ajudar a entendê-lo:
Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.
Este pacto no tempo da lei não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa dispensação chama-se o Velho Testamento.
Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações (CFW 7.4–6).
Portanto, ao relacionarmos lei e graça devemos nos lembrar dos diversos aspectos e nuanças que estão envolvidos nesses termos.
Primeiramente, encontramos tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a graça de Deus. Ele não reserva a sua graça somente para o período do Novo Testamento como muitos pensam. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento podemos ver Deus agindo graciosamente, salvando aqueles que crêem na promessa do Redentor. Assim Abel, Enoque, Noé, Abraão e todos os santos do Antigo Testamento foram remidos. Nenhum deles foi salvo por obediência à Lei, ainda que o Senhor requeresse deles, assim como requer de nós, que sejamos obedientes.
Em segundo lugar, a lei opera para vida ou morte no pacto das obras e somente para a morte no pacto da graça. No pacto das obras, por mérito, o homem poderia continuar vivo e merecer a “árvore da vida.” Portanto, pela obediência o homem viveria. No pacto da graça a lei opera para condenação do homem caído. Porque o homem já está condenado, ele não pode mais cumprir a lei e ela lhe serve para a morte.
Por último, o crente se beneficia da lei estando debaixo da obra redentora de Cristo. O mérito de Cristo, sendo obediente à lei até as últimas conseqüências, compra-nos o benefício da salvação e a graça de conhecermos a vontade de Deus pela sua lei. O único modo de o ser humano ser salvo é submeter-se totalmente àquele que, por mérito, compra-lhe a salvação. Ainda aqui o homem é beneficiado pela Lei. Cristo a cumpre e declara justificado aquele por quem ele morre.
Portanto, o nosso gráfico do início deveria ser modificado para refletir a verdade bíblica sobre a Lei e a Graça de Deus:

Disp. do Antigo Testamento  ------------------        Disp. do Novo Testamento
Obras
Graça – obras como fruto da fé
LeiEvangelho – obediência à lei como conseqüência
Lei –justifica na
obediência
Lei – condena o não eleitoUsus Theologicus

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (João 14.21).

Notas

1     Sobre esse assunto, verificar o artigo W. R. Godfrey, “Law and Gospel,” em New Dictionary of Theology, eds. Sinclair Ferguson e David F. Wright (Leicester: InterVarsity, 1988), 379.
2      Ibid, 380.
3     Greg Bahnsen et al., Five Views on Law and Gospel (Grand Rapids: Zondervan, 1996). Os cinco autores são Greg Bahnsen, Walter  Kaiser Jr., Douglas Moo, Wayne Strickland e Willem VanGemeren.
4     John Hesselink, “Christ, the Law and the Christian: An Unexplored Aspect of the Third Use of the Law in Calvin´s Theology,” em B. A. Gerrish, Refomatio Perennis (Pittsburgh: Pickwick Press, 1981), 12.
5     Calvino usa com certa freqüência a expressão pacto da graça [por exemplo, Comentário à Sagrada Escritura: Romanos (São Paulo: Parácletos, 1997), 277; As Institutas, vol. 2, trad. Waldyr Carvalho Luz  (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985), 3.17.15; 4.13.6. (A numeração refere-se ao livro, capítulo e parágrafo respectivamente. A citação da página, quando necessária, vem após o parágrafo, separada por vírgula).
6     Adotada como padrão de fé pela Igreja Presbiteriana do Brasil e por várias outras igrejas reformadas no mundo.
7     Ver meu artigo “Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto,” Fides Reformata 3.1 (1998), 110-122,  especialmente 111-112.
8     Mais detalhes sobre a lei em “Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto (II),” Fides Reformata 4.1 (1999), 89-102.
9     F. Solano Portela, “Pena de Morte - Uma Avaliação Teológica e Confessional”, publicação eletrônica - http://www.ipcb.org.br/publicacoes/pena_de_morte.htm
10    Ibid.
11    Uma discussão muito esclarecedora do assunto se encontra em Merwyn S. Johnson, “Calvin’s Handling of the Third Use of the Law and Its Problems,” Calviniana: Ideas and Influences of Jean Calvin, 10 (1988), 33-50.
12     As Institutas, 2.7.1, 109.
13    Ibid., 2.7.7.
14    Calvino, Romanos, 277. Parte do comentário de Romanos 8.15.
15    As Institutas, 2.7.10.
16    Ibid., 2.7.10, 119.
17     Ibid., 2.7.12
18    Ibid., 2.7.12, 121.
19     As Institutas, 2.7.14, 123.
20     Johnson, “Calvin’s Handling,” 44.

Fonte: http://portuguese.thirdmill.org/files/portuguese/48135~9_19_01_11-05-10_AM~leigraca.htm

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

MENSAGEM DO DIA



                     

“A graça é uma qualidade que dá ao homem a força de executar as exigências da lei!” (Martinho Lutero)



terça-feira, 15 de setembro de 2015

25 MAIORES GRUPOS RELIGIOSOS DO BRASIL


VITORIA EM CRISTO




                                           

Quias as vitórias dos cristãos em Cristo? Pensamos em três; contra o diabo, pecado, morte (vida eterna).

O segundo Adão morreu e ressuscitou para a nossa vitoria.  O cerne desse contexto encontra-se em dua palavras AMOR e OBEDIÊNCIA. Uma depende diretamente da outra. Deus é AMOR. Deus quer AMOR e OBEDIÊNCIA.

A igreja do SENHOR tem que se pautar no AMOR a Deus, AMOR ao próximo, OBEDIÊNCIA as leis de Deus.

O pecado afasta o homem da comunhão com Deus, e isto alimenta o caráter de Satanás.

Jesus fora o último cordeiro oferecido em sacrifício para que nos livrar da morte eterna.

A igreja não pode ser uma instituição, mas uma comunhão. Precisamos viver em unidade (Inácio de Antioquia).

É necessário viver com Cristo e para Cristo.

Amém      
      

terça-feira, 25 de agosto de 2015

TORMENTO ETERNO?




             

Sheol é a palavra hebraica traduzida como inferno no AT. Local dos mortos.. Refere-se a sepultura, não a destino eterno. Jacó, Jó e davi por exemplo sabiam que iriam para o Sheol ou seja para a sepultura e não para um lugar de tormento eterno. No NT Hades tem o significado de inferno, e significa também sepultura e não lugar de tormento eterno. (Mt 11:23, Lc 10:15). Os anjos caídos estão confinados (tartaroo) para o dia do Juízo (@ Pedro 2:4). Eles estão aguardando seus julgamentos em razão de suas rebeliões contra Deus. Tartarro se refere a confinamento dos anjos caídos, e não têm ligação com inferno.    

A  palavra inferno aparece aproximadamente 13 vezes nas Escrituras. Deriva da palavra grega gehena e da combinação das palavras hebraicas Gai e Hinnom "Vale de Hinom". Originalmente, a expressão se referia a um vale situado ao sul de Jerusalém, onde se adoravam divindades pagãs.  Por causa de sua reputação como um lugar abominável, mas tarde passou a ser um depósito de lixo, onde o mesmo era queimado. assim, gehena veio a torna-se sinônimo de "um lugar de fogo". Um lugar para o descarte de coisas inúteis.

Somente Deus pode destruir completamente os seres humanos, eliminando qualquer esperança de ressurreição. As Escrituras ensinam que, futuramente, Deus exterminará os ímpios incorrigíveis pelo fogo e os reconduzirá a cinzas (Malaquias 4:3) extinguindo-os para sempre. "Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés no dia em que eu agir", diz o Senhor dos Exércitos"( ML 4:3). A morte física não faz distinção entre santos e pecadores. Estes últimos não receberão o dom da vida eterna: "O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte.  Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo". (Ap 20:14,15). A segunda morte é a destruição absoluta da qual não haverá ressurreição. O lago de fogo irá consumir totalmente aqueles que sejam lançados nele.Isso está de acordo com a profecia de Malaquias 4:1-3, que diz que o ímpio será finalmente destruído pelo fogo e transformado em cinza.  "Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte". (Ap 21:8). Ser destruído significa que vão ser transformado em cinzas, e deixar de existir absolutamente.. Deus é misericordioso. O castigo é eterno, isto é a morte eterna.     É importante compreender que o plano original de Deus para dar a vida eterna a humanidade fora rejeitado no jardim do Éden por Adão e Eva, mas hoje esta a nossa disposição pelo sacrifício de Jesus Cristo.      

A passagem abaixo passa a ideia de tormento eterno, mas a Escritura não revela tal ideia:  "também beberá do vinho do furor de Deus que foi derramado sem mistura no cálice da sua ira. Será ainda atormentado com enxofre ardente na presença dos santos anjos e do Cordeiro, e a fumaça do tormento de tais pessoas sobe para todo o sempre. Para todos os que adoram a besta e a sua imagem, e para quem recebe a marca do seu nome, não há descanso, dia e noite"( Ap 14:10,11).  Os acontecimentos narrados não são no inferno, mas aqui na terra durante terríveis eventos imediatamente ou após a segunda vinda de Cristo, e não o inferno em outra vida. Os ímpios não terão um momento de descanso em suas vidas em razão de continuarem adorando a besta e sua imagem. Esta passagem descreve os eventos específicos que vão acontecer na terra, no fim desta época.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O CREDO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ





                   
Credo tem a sinonímia de princípio, doutrina.  Faremos um esboço dos entendimentos das Testemunhas de Jeová sobre os temas abaixo, conforme seu site: http://www.jw.org/. Vejamos:

1. Por que as testemunhas de Jeová são neutras em assuntos políticos?

As Testemunhas de Jeová são neutras em assuntos políticos por causa de suas crenças religiosas, baseadas no que a Bíblia ensina. Nós não votamos em candidatos ou partidos políticos, não concorremos em cargos políticos e não participamos de nenhuma ação para influenciar ou mudar governos. Acreditamos que a Bíblia dá bons motivos para sermos neutros.   (http://www.jw.org).

Base Bíblica:

João 6:15; 17,14,16; 18,36

Como não há divisão política entre nós, estamos unidos em uma fraternidade mundial.  Por outro lado, religiões que se intrometem na política causam divisão entre seus adeptos. (Colossenses 3:14; 1 Pedro 2:17; 1 Coríntios 1:10).

Pensamos da mesma forma que as Testemunhas de Jeová.

2. Por que as testemunhas de Jeová não comemoram aniversário?
As Testemunhas de Jeová não comemoram aniversários porque acreditam que Deus considera essas celebrações como algo errado. É verdade que a Bíblia não contém nenhuma ordem direta que proíbe os aniversários, mas ela nos ajuda a raciocinar em aspectos desses eventos e a entender o que Deus pensa sobre eles. Considere quatro aspectos dos aniversários e os princípios bíblicos relacionados.
Biblicamente utilizam do texto ( 2 Tessalonicenses 3:6) .
Pensamos de forma diferente que as Testemunhas de Jeová. Em que nenhum momento o 2 livro de Tessalonicenses 3:6 afirma a negatividade da comemoração de aniversários. Ao usarem Lucas (22:17-20) entendemos, sim que encaixa perfeitamente no paganismo do NATAL.  

3. Por que as testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?

  • Jesus nos mandou comemorar sua morte, não seu nascimento. — Lucas 22:19, 20.
  • Os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não comemoravam o Natal. A Enciclopédia Barsa diz que “a festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354”, mais de duzentos anos depois que o último apóstolo morreu.
  • Não existem provas de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro; a data de seu nascimento não foi registrada na Bíblia.
  • Nós acreditamos que o Natal não é aprovado por Deus porque se origina de costumes e rituais pagãos. — 2 Coríntios 6:17.
  • Concordamos plenamente com as Testemunhas de Jeová, aliás existem textos publicados em nosso blogger condenando está prática pelos cristãos.   


QUEM PODE PARTICIPAR DA SANTA CEIA?






Existe um texto bíblico mal compreendido por muitos cristãos que diz respeito à Santa Ceia. Este verso, dizem eles, ensina que uma pessoa “indigna” não pode participar da Ceia. Vejamos: “Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”(1 Coríntios 11:27).
Para interpretarmos um texto bíblico, temos de analisar seu contexto (os versos que vêm antes ou depois). Para entendermos esta declaração, temos que ler o verso anterior e o posterior, e também saber o que significa o “ser indigno” neste contexto. A Bíblia diz que devemos celebrar a Ceia até que Jesus volte. Quando uma pessoa participa da Santa Ceia, está demonstrando que acredita no sacrifício de Jesus (verso 26; leia também João 13:4-17). Portanto, todas as pessoas têm o direito de demonstrar que creem e aceitam o sacrifício de Jesus em sua vida.
Mas o que significa a expressão “indignamente” no contexto de 1 Coríntios 11:27? A chave para a interpretação está no verso 28: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice”. Naquela época, na igreja de Corinto, os pobres eram desprezados pelos ricos ao participar da Santa Ceia. Neste contexto, Paulo está chamando de “indignos” os ricos daquela época.
A Bíblia é clara em dizer que, depois que a pessoa examinar-se interiormente, poderá participar da cerimônia; portanto, o “comer ou beber indigentemente” é comer sem examinar-se interiormente, reconhecendo que é um pecador e que está verdadeiramente arrependido. Portanto, o que Paulo está dizendo é que ninguém deve participar sem examinar seu interior e reconhecer que é pecador e necessitado de Jesus. A pessoa indigna é aquela que participa da Santa Ceia sem saber o que está fazendo, sem entender o significado da cerimônia, sem confessar os pecados, pois não reconhece a necessidade do Salvador.
Mesmo uma pessoa não batizada pode participar da Santa Ceia. Pode ser a última oportunidade que ela tem de aceitar o sacrifício de Jesus em sua vida. A Santa Ceia é uma cerimônia para pecadores que não querem pecar mais. Uma pessoa que cometeu algum pecado, mas não deseja praticá-lo novamente, não deve deixar de participar da Santa Ceia. Veja o exemplo de todos os discípulos, exatamente antes do lava-pés: estavam brigando para ver quem era o maior. Nenhum deles quis lavar os pés dos demais. Jesus não negou o lava-pés a eles e nem mesmo a Judas. Errar todos nós erramos. O “indigno” é aquele que não quer reconhecer nem abandonar seu erro.
A verdadeira cerimônia da Santa Ceia deve ser acompanhada pelo lava-pés. Se uma igreja não usa esta cerimônia, sua comemoração da Santa Ceia não está “completa”, como Jesus ensinou. Mas qual a importância do lava-pés? Vejamos: A cerimônia do lava-pés foi instituída pelo Senhor Jesus para fazer parte da Santa Ceia, que deve ser comemorada até que Jesus volte (1 Coríntios 11:26). Podemos encontrar este ensinamento em João 13:1-10. Mas qual seu significado? No verso 10, lemos: “Declarou-lhe Jesus: quem já se banhou (foi batizado) não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais está todo limpo...” Podemos ver que o Lava-pés é um “minibatismo”. Mas por que precisamos dele? Porque na vida tropeçamos e caímos. Temos de constantemente ser purificados de nossos pecados, e a cerimônia do lava-pés é uma oportunidade para isso. Será que existe algum problema em não participarmos da cerimônia de lavar os pés? Vejamos o seguinte exemplo bíblico:
       [Jesus] levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor, tu me lavas os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo (João 13:4-8 RA).


Depois que levantou do lugar onde estava, Jesus pegou uma toalha e foi lavar os pés dos discípulos. Ao aproximar-se de Simão Pedro para fazer o mesmo, Pedro não queria aceitar. Sabe o que Jesus disse? Leia o verso 8: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo” Ao ouvir esta declaração, apavorado, Pedro exclamou: “Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça”. A Bíblia diz que se não aceitarmos participar, não temos parte com Jesus, pois estamos demonstrando que não possuímos o caráter humilde de Cristo.
Os cristãos primitivos também realizavam o lava-pés. Em 1 Timóteo 5:10, encontramos a orientação de Paulo a Timóteo para que dê cargos na igreja somente para as viúvas que já “lavaram os pés dos santos”(crentes da igreja). Vemos aqui a importância desta instituição na vida de um crente, pois demonstra a autenticidade da conversão efetuada em sua vida. Deus tem dois principais propósitos ao instituir o lava-pés:
- Nos purificar dos pecados (somos purificados porque, ao participarmos, demonstramos fé no sacrifício de Jesus);
- Desenvolver em nós a humildade.
Quando lavamos os pés de nosso irmão, estamos dizendo que não somos maiores que ele. O Senhor disse:“Ora, se eu, sendo o Senhor e o mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”(João 13:14). Isso faz com que aprendamos a ser mais humildes, preparando-nos assim, para irmos para o Céu.
“Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz, façais vós também” (João 13:15). Está você disposto a seguir o exemplo de Cristo? Então procure a igreja que pratica esta cerimônia feita pelo Senhor, e verá que Deus irá lhe abençoar ricamente. Lembre-se do que nosso Salvador disse: “Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (João 13:17).

REDE NOVO TEMPO

domingo, 16 de agosto de 2015

MILÊNIOS







Milênio: Período de mil anos


1. Primeiro  milênio da Era Cristã:

Início 1 de janeiro do ano 1 d. C

Término 31 de dezembro do ano 1000 d.C

001 002 003 004 ... 100 século I
101 102 103 104 ... 200 século II
201 202 203 204 ... 300 século III
301 302 303 304 ... 400 século IV
401 402 403 404 ... 500 século V
501 502 503 504 ... 600 século VI
601 602 603 604 ... 700 século VII
701 702 703 704 ... 800 século VIII
801 802 803 804 ... 900 século IX
901 902 903 904 ... 1000 século X

2. Segundo milênio da Era Cristã:

Início 1 de janeiro do ano 1001 d. C

Término 31 de dezembro do ano 2000 d.C

1001 1002 1003 1004 ... 1100 século XI
1101 1102 1103 1104 ... 1200 século XII
1201 1202 1203 1204 ... 1300 século XIII
1301 1302 1303 1304 ... 1400 século XIV
1401 1402 1403 1404 ... 1500 século XV
1501 1502 1503 1504 ... 1600 século XVI
1601 1602 1603 1604 ... 1700 século XVII
1701 1702 1703 1704 ... 1800 século XVIII
1801 1802 1803 1804 ... 1900 século XIX
1901 1902 1903 1904 ... 2000 século XX

Ex; O século XIX iniciou em se, pois, em 01 de Janeiro de 1801 d.C e terminará em 31 de Dezembro do ano 1900 d.C.

3. Terceiro  milênio da Era Cristã:

Início 1 de janeiro do ano 2001 d. C

Término 31 de dezembro do ano 3000 d.C

2001 2002 2003 2004 ... 2100 século XXI
2101 2102 2103 2104 ... 2200 século XXII
2201 2202 2203 2204 ... 2300 século XXIII
2301 2302 2303 2304 ... 2400 século XXIV
2401 2402 2403 2404 ... 2500 século XXV
2501 2502 2503 2504 ... 2600 século XXVI
2601 2602 2603 2604 ... 2700 século XXVII
2701 2702 2703 2704 ... 2800 século XXVIII
2801 2802 2803 2804 ... 2900 século XXIX
2901 2902 2903 2904 ... 3000 século XXX


  

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O MILÊNIO E A NOVA TERRA







1 – A expressão “mil anos” é frequentemente encontrada na Bíblia? Qual o seu significado?
Os vocábulos “mil anos”, associados, se encontram nove vezes na Bíblia. No Salmo 90:4 (citado em 2 Pedro 3:8), indicam uma duração temporal ilimitada; em Eclesiastes 6:6, aplicam-se a uma existência hipotética que seria duas vezes milenar; finalmente, em Apocalipse 20:1-7, onde são mencionados seis vezes, designam um período milenar que vem intercalar-se entre as duas ressurreições e que, falando concretamente, constitui um reino, o de Cristo e Seus eleitos. Esses dois termos acabaram por formar um único termo: “milênio”. Não o encontramos na Bíblia, mas é geralmente usado quando se falar dos “mil anos” de Apocalipse 20.
2 – Quais serão os grandes acontecimentos que devem ocorrer antes do milênio?
a.                 O cumprimento dos sinais precursores do fim do mundo (Lucas 21:28-33);
                b.                 A triagem ou separação entre bons e maus, que põe fim ao tempo da graça (Mateus 25:31-33);
c.                 O derramamento das sete taças (ou pragas) (Apocalipse 16);
d.                 A volta gloriosa de Jesus (Apocalipse 1:7; Mateus 24:27, 30);
e.                 A ressurreição de todos os justos mortos (Apocalipse 20:4, 6; João 6:40);
f.                  A transformação de todos os justos vivos (1 Coríntios 15:51-53;);
g.                 O ajuntamento da Igreja e sua elevação ao Céu (Mateus 24:31; 1 Tessalonicenses 4:17);
h.                 A destruição preventiva dos maus (Apocalipse 6:15-17; 2 Tessalonicenses 1:7-10).

3 – Que ocorrerá no Céu e na Terra durante os mil anos? Haverá quatro acontecimentos simultâneos:
a.         Cristo reinará no Céu com os eleitos (1 Tessalonicenses 4:16-17; Apocalipse 20:4, 6);
b.        Cristo, Rei e Juiz, assistido pelos eleitos, julgará as pessoas más, que estarão mortas aqui na Terra, e os anjos caídos (Apocalipse 20:4, 12, 13; 1 Coríntios 6:2-3);
c.         A Terra se tornará um caos, sem habitantes (Jeremias 4:23-26; Isaías 13:9);
d.        Por causa do isolamento, Satanás ficará preso por uma cadeia de circunstâncias (Apocalipse 20:1-3).
O milênio, fase em que nosso Salvador reinará, representa uma fase preparatória para o reino definitivo de Deus. O objetivo desse reino será dar cumprimento ao plano da redenção, trazendo o Universo de volta à sua ordem original, da qual saiu em consequência da revolta dos anjos caídos e do ser humano. Quando a ordem for restabelecida, a autoridade total volta a Deus.

4 – Quais serão os acontecimentos no final dos mil anos?
a.        Cristo e Seus eleitos descerão à Terra, com a nova Jerusalém (Zacarias 14:3-4; Apocalipse 21:2);
b.        As pessoas que não foram salvas ressuscitarão (João 5:29; Apocalipse 20:5);
c.         Satanás voltará à ativa, como tentador (Apocalipse 20:7);
d.        Conduzidos por Satanás, os perdidos procurarão fazer guerra contra a nova Jerusalém (Apocalipse 20:8-9);
e.         Os perdidos serão destruídos (Apocalipse 20:9, 10, 14, 15; 21:8; Malaquias 4:1; 2 Pedro 3:10-12);
f.          A Terra será restaurada à sua beleza original, assim como era o Jardim do Éden (2 Pedro 3:13; Apocalipse 21:1).

5 – Restabelecida a ordem do Universo, a quem o Filho entrega o reino? (Daniel 7:27; 1 Coríntios 15:24-28)
Por Sua vida, morte e ressurreição Cristo venceu os poderes do mal. Depois que o mal for extirpado de uma vez por todas, o reino de Cristo será entregue ao Pai, a quem tudo sujeitou. Este reino é chamado de "reino eterno" (Daniel 7:27). Reino de justiça (2 Pedro 3:13). O mal nunca mais se levantará (Naum 1:9). Na Nova Terra não haverá mais enfermidades, morte, luto, tristeza ou dor. Eis que tudo se fez novo, pelo poder do Criador (Apocalipse 21:4, 5).


O Milênio Bíblico


Últimos dias
1ª Ressurreição
1000 ANOS
2º Ressurreição
Eternidade...


Antes do Milênio

Durante o Milênio

Depois do Milênio
Volta de Jesus
Os justos participam do julgamento no Céu
Santa Cidade desce
1. Ressurreição dos justos
1. Ímpios permanecem todos mortos
1. Ímpios ressuscitando
2. Ascensão dos vivos
2. Julgamento dos ímpios mortos
2. Satanás fica solto para seduzir os ímpios
3. Morte dos ímpios
2. Satanás sozinho, de “mãos atadas”
3. Julgamento final
4. Prisão de Satanás
4. Destruição final de Satanás, anjos maus e ímpios
5. Desolação da Terra
3. Terra em descanso, desolada, sem habitantes
5. Nova Terra

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas passaram” (Apocalipse 21:4).

Rede Novo Tempo de Comunicação
novotempo.com

domingo, 2 de agosto de 2015

O QUE É A GLORIA DE DEUS ?




               


 Todos povo cristão sabe que fora Deus o responsável pela criação de tudo. Fez a sua obra de engenharia em seis dias. ELE foi criando o céu, a terra, dia e noite, água, vegetação, animais e por último o HOMEM.

 Qual o propósito de Deus na criação?  As Empresas de Construção fazem suas obras com o proposito de auferir lucro. E Deus Por que obrou tudo o que existe em seis dias?

A resposta  ecoada entre eruditos da Bíblia  é que Deus criou o mundo para sua gloria. Estes estudioso salientam que toda criação culmina na figura do  homem, que reflete a imagem do Criador. Deus ao colocar alma vivente em Adão, e conceder-lhe livre arbítrio já havia estabeleceu: pecado, morte, salvação, vida eterna, morte eterna?

Deus ao ser onipotente, onisciente e onipresente já sabia ou não da entrada do pecado no Éden?

Deus criou tudo para sua gloria, mas o que seria esta gloria de Deus ?

No Antigo Testamento a palavra gloria está relacionada com riqueza e poder, mas está não é a gloria de Deus. A melhor definição para a gloria de Deus encontrasse no livro  de Êxodo:

Então disse Moisés: "Peço-te que me mostres a tua glória. E Deus respondeu: "Diante de você farei passar toda a minha bondade, e diante de você proclamarei o meu nome: o Senhor. Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia, e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão". (Êx 38:18,19)

Temos que olhar para dentro de nossos corações, e como nos exames sofisticados da última geração da medicina, examinar se realmente conhecemos a gloria do SENHOR.  Não existe outra maneira de sermos filhos do Pai que está nos céus.

Deus criou o homem a sua imagem, mas hoje temos verdadeiras ruínas, que com a transformação do Espirito Santo serão a gloria de Deus. Procuremos estar de frente com a gloria do SENHOR como Moisés ao presenciar a manifestação da gloria de Deus através de raios e trovões.

Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor (IS 42:8)

O nascimento de Jesus fora uma clara manifestação da gloria de Deus. Sinceramente você já se deparou com a gloria de Deus? Sejamos perfeito como nosso Pai é perfeito (2 Tm 3:48)

Sabemos que não somos perfeitos, e que hoje não refletimos a imagem criada em Adão, porém não podemos desistir da gloria de Deus. O que não podemos fazer é mascarar nossa espiritualidade, pois muitos de nós julgasse demasiadamente PERFEITO, tendo como amparo para tal credibilidade o fato de não perder um culto. Estes famigerados, infelizmente não leem a Bíblia, pois se assim o fizessem aprenderiam que Cristo não morreu por causa de religião, templos (Igrejas).

O mesmo se mantém hoje em todo aquele que recebe a revelação da glória de Deus. Nós que estamos em Cristo devemos ser transformados em uma expressão da natureza amorosa, perdoadora e misericordiosa de Deus. Paulo diz que o contemplar da glória de Deus tinha poder para transformar aquele que a contempla: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3:18).

Façamos um convite de forma honesta e com toda nossa pequenez a Cristo que ELE nos apresente a gloria de Deus em sua face e que sejamos redimidos verdadeiramente de nossos pecados . Se estamos em Cristo temos nossa natureza transformada (amargura, ambição, inveja).

 todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito. ( 2 Co 3:18)

Paulo aconselha que devemos buscar a gloria de Deus para que tenhamos a dimensão do amor sacrificial de Cristo.

David Wilkerson assim elenca os efeitos da gloria de Deus (veja se você se enquadra)

1. O primeiro efeito da glória de Deus é uma mudança em nosso relacionamento com Ele;

2. Um segundo efeito de se ver a glória de Deus é uma mudança no semblante;

3. Um terceiro efeito de vermos a glória de Deus é uma transformação em nosso relacionamento com os outros

AMÉM